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Esta seção procura seguir toda a atualidade Yanomami no Brasil e na Venezuela. Apresenta notícias produzidas pela Pró-Yanomami (CCPY) e outras ONGs, bem como notícias de imprensa. Propõe também comentários sobre eventos, publicações, exposições, filmes e websites de interesse no cenário Yanomami nacional e internacional.

Yanomami na Imprensa

Data: 10 - Março - 2005
Titulo: Pneumonia é a maior causa de morte entre crianças na reserva indígena
Fonte: Folha de Boa Vista

No ano passado, a pneumonia foi a maior causa de morte por doença entre as crianças yanomami. Foram 13 casos registrados somente entre os menores de 01 ano. As infecções respiratórias de um modo geral também representam a maior incidência de doenças entre eles. Já a população adulta adoece mais de malária e tuberculose.

O diretor Técnico do Distrito Sanitário Yanomami (DSY) lembra que as complicações respiratórias são a maior causa de doença no mundo inteiro. O índio Yanomami tem a agravante de não adotar os mesmos cuidados que a sociedade não-índia tem com seus doentes.

“Aqui, a gente cuida de não pegar chuva e todo mundo toma um cházinho quando pega um resfriado. Lá, a criança está doente e as mulheres continuam suas atividades normalmente. Elas levam a criança para a roça, sob sol ou chuva, porque não podem contratar uma babá, como fazem as mulheres da nossa sociedade”, comparou.

Na cultura Yanomami, cabe à mulher os cuidados com os filhos, com a casa e com a plantação e colheita da roça. Os homens derrubam as árvores para fazer a clareira, caçam e pescam. Nas longas caminhadas, são elas que carregam a bagagem – além dos filhos.

As condições ambientais são outro agravante, como a fumaça constante dentro das casas. As mulheres Yanomami fazem a comida dentro da maloca, em “fogões” a lenha. O fogo também serve para aquecer as pessoas durante a noite, principalmente no o inverno e todos passam a noite respirando fumaça. “Isso contribui para a gravidade da situação”, acrescentou.

Outro problema é que muitas mães deixam para procurar o médico ou os enfermeiros quando o estado de saúde da criança já está complicado. Os casos mais sérios são trazidos para tratamento em Boa Vista, na Casa do Índio ou no Hospital da Criança.

A freira da Ordem da Consolata, Auristela Singhen, que dirige a Casa do Índio, afirmou que a unidade de saúde recebe mais pacientes crônicos de tuberculose, sejam adultos ou crianças. Hoje cinco menores estão internados por causa dessa doença.

O garoto Manito Sanuma, de 3 anos de idade, é um deles. Acompanhado do irmão adolescente, está há um mês na Casa do Índio para curar uma tuberculose.

Geralmente, os pacientes ficam em Boa Vista de 15 a 30 dias, no período em que a tuberculose pode ser transmitida para outras pessoas e depois retornam para continuar o tratamento nas suas comunidades.

Apesar de estar longe de suas casas, eles não reclamam do atendimento na Casa do Índio, que não tem o aspecto formal de um hospital, com camas e quartos fechados. As enfermarias funcionam em malocas de madeira, divididas pela gravidade da doença. Ali, eles armam suas redes e aguardam a hora de voltar para a área indígena.

Hoje a Casa do Índio atende 273 pacientes, sendo que 28 receberam alta e esperam transporte. Entre os pacientes, um caso raro de diabetes infantil, em uma menina de cerca de 5 anos. “Ela é o único caso de diabetes entre os Yanomami”, informou a freira Auristela. Dependente de insulina, ela vem a Boa Vista com freqüência para ter acompanhamento médico.

As crianças Yanomami são vacinadas todos os anos contra a gripe, varíola e todas as outras vacinas do Programa Nacional de Imunização

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Coordenação Editorial: Bruce Albert (Assessor Antropológico CCPY) e Luis Fernando Pereira (Jornalista CCPY)


 

 

 


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