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Esta seção procura seguir toda a atualidade Yanomami no Brasil e na Venezuela. Apresenta notícias produzidas pela Pró-Yanomami (CCPY) e outras ONGs, bem como notícias de imprensa. Propõe também comentários sobre eventos, publicações, exposições, filmes e websites de interesse no cenário Yanomami nacional e internacional.

Yanomami na Imprensa

Data: 19 - Agosto - 2005
Titulo: Profissionais de saúde ameaçam suspender atendimento aos índios
Fonte: Folha de Boa Vista

A falta de pagamento do convênio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de prestação de serviços junto à Fundação Universidade de Brasília (FUB), que realiza trabalhos de saúde básica aos 7.758 índios da etnia yanomami, está sendo um dos motivos para uma possível suspensão do serviço de atendimento nos 21 pólos de base.

O presidente do Sindicato dos Profissionais de Área Yanomami, José Rondinelli Rodrigues, explicou que uma assembléia realizada na manhã de ontem, na sede da Funasa, ficou decidido que até o dia 23 de agosto, caso não aconteça o repasse da verba do convênio da prestação de serviço, o atendimento da saúde básica será suspenso.

“Caso não seja pago, no dia 23 pela manhã ninguém entrará nas áreas para atuar. As pessoas da sede estão desde hoje [ontem] cumprindo meio-expediente. Porque o salário não foi repassado, além de estarem comprometidas a compra de materiais e a parte de medicação”, lembrou.

Atuam 190 funcionários da FUB e diretamente na área yanomami são mais de 120, entre médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos em patologia e outros profissionais da saúde. “Hoje [ontem] completaram-se 18 dias de atraso do nosso pagamento do convênio. Caso continue assim até o dia 30, todos os serviços serão suspensos. Porque não teremos mais condições de atuação nas áreas”, lembrou.

Rondinelli explicou a necessidade da liberação da 4º parcelas de R$ 918.113,45 do contrato vencido e R$ 8.796.798,45 da 5º parcela, do contrato prorrogado até novembro. “As condições ficam precárias, o trabalhador não tem como se manter e nem a sua família. Isso afeta a todos e não tem condições de ficar assim”, desabafou.

“Todos os profissionais estão cumprindo com o seu papel e a área está segura com a equipe de hoje. Mas, no dia 23, caso não seja liberado o pagamento do convênio, a cobertura ficará comprometida. A equipe que se encontra em área já está vencendo o prazo de 30 dias e a outra que está em Boa Vista, em descanso, não poderá retornar”, ameaçou.

FUNASA – A chefe do Distrito Sanitário Yanomami, Fátima do Nascimento, confirmou que nenhum documento informando a paralisação foi encaminhado pelo sindicato. “Não temos nada oficial. Mas, sabemos da possível paralisação na prestação dos serviços de saúde básica aos índios yanomami e, caso isso ocorra, imediatamente uma equipe será encaminhada para os pólos bases”, lembrou.

Fátima frisou que o contrato assinado com a FBU é desde julho de 2004 e a reivindicação dos profissionais de saúde do FUB é para a liberação do pagamento das duas parcelas do convênio.

“O coordenador da Funasa, Ramiro Teixeira, está em Brasília, tratando da liberação do pagamento da nova parcela de prorrogação do convênio e a última, vencida no dia 28 de julho. Acredito que até o final do mês de agosto o dinheiro seja liberado. Ele está na presidência da Funasa para resolver essas questões para não haver descontinuidade nos serviços de saúde básica aos índios”, reforçou.

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Coordenação Editorial: Bruce Albert (Assessor Antropológico CCPY) e Luis Fernando Pereira (Jornalista CCPY)


 

 

 


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